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Overkill: 35 anos do clássico álbum “Horroscope”

Há 35 anos, em 3 de setembro de 1991, o Overkill lançava “Horroscope“, o quinto álbum desta lendária banda novaiorquina, e que é tema do nosso bate-papo desta quinta-feira.

A banda tinha acabado de sofrer uma baixa: o guitarrista e compositor Bobby Gustafson havia saído depois de desentendimentos com o baixista D.D. Verni e o vocalista Bobby “Blitz” Ellsworth. O Overkill recrutou dois guitarristas, Rob Cannavino, que havia sido técnico de guitarra de Gustafson, e Merritt Grant, que fizeram duas respectivas estreias aqui em “Horroscope“.

Se nosso homenageado é marcado pelas estreias dos novos guitarristas, é também marcado pela despedida do baterista Sid Falck. Ele estava na banda desde 1987 e havia gravado os álbuns “Under the Influence” e “The Years of Decay“, e saiu em 1992, durante a turnê que o Overkill fazia para promover “Horroscope“.

A banda se reuniu no Carriage House Studios, localizado em Stanford, onde o álbum foi gravado e mixado entre os meses de março e abril de 1991. A masterização aconteceu em Nova Iorque, no Masterdisk. A produção foi mais uma vez capitaneada por Terry Date, que havia trabalhado em “The Years of Decay“, e contou com os membros do Overkill atuando na co-produção.

A arte da capa, assinada pelo artista estadunidense Bob Defrin, trazia uma novidade. O logotipo da banda estava estampado na cor laranja, ao invés do verde que era comumente utilizado pelo Overkill. O álbum foi lançado em parceria do selo Megaforce com a Atlantic, sendo o último a ser lançado pelo selo criado por Jon Zazula.

Hora de dar play na bolacha, e o Overkill nos brindou com uma verdadeira aula de Thrash Metal, mostrando que a costa leste dos Estados Unidos era tão capaz quando a turma da Bay Area. “Horroscope” tem onze petardos, duração de  52 minutos, onde podemos destacar faixas como “Thanx for Nothing“, “Coma“, “Infectious“, “Blood Money” e “Bare Bones“, que fazem o álbum ter o status gigantesco que tem.

Horroscope” foi extremamente aclamado pela crítica e pelos fãs da banda, que o colocam praticamente na mesma prateleira dos igualmente clássicos “Feel the Fire” (1985) e “Taking Over” (1987). Ajudou também o fato de a MTV exibir os clipes das músicas “Thanx for Nothing” e “Horroscope“, que podiam ser vistos com regularidade no programa Headbangers Ball.

Nosso aniversariante alcançou a 29ª posição na categoria “Heatseekers“, da “Billboard“. É tambem o álbum mais vendido de toda a discografia do Overkill, contabilizando mais de 120 mil cópias comercializadas somente nos Estados Unidos. O álbum é o terceiro com mais músicas tocadas ao vivo, sendo “Coma“, “Horroscope“, “Infectious” e “Thanx for Nothing” as mais lembradas.

Como dissemos mais acima, o baterista Sid Falck, saiu da banda no ano de 1992, e foi substituído pelo ex-baterista do MOD, Tim Mallare, que ficou no Overkill até o ano de 2005.  Da formação que registrou esse clássico, restam apenas D.D. Verni e Bobby “Blitz” Ellsworth, já que a dupla de guitarristas que estreava aqui, saiu em 1995, época em que as bandas de maneira geral sofriam da crise de criatividade, e com o Overkill não foi muito diferente.

Felizmente, o Overkill permanece em plena atividade, lançando álbuns e fazendo shows. O lançamento mais recente da banda foi o ótimo “Scorched“, de 2023, e no ano passado, os fãs brasileiros puderam assistir a banda em ação, já que ela foi headliner do tradicional festival Setembro Negro. Hoje é dia de celebrarmos os 35 anos deste álbum espetacular, desejando uma longa vida ao Overkill.

Horroscope – Overkill
Data de lançamento – 03/09/1991
Gravadora – Megaforce

Faixas:
01 – Coma
02 – Infectious
03 – Blood Money
04 – Thanx for Nothin’
05 – Bare Bones
06 – Horrorscope
07 – New Machine
08 – Frankenstein
09 – Live Young, Die Free
10 – Nice Day…for a Funeral
11 – Soulitude

Formação:

Bobby “Blitz” Ellsworth – vocal
D.D. Verni – baixo/ baixo de 8 cordas/ backing vocal
Sid Falck – bateria
Merritt Grant – guitarra/ backing vocal
Rob Cannavino – guitarra/ backing vocal

Flávio Farias

Fã de Rock desde a infância, cresceu escutando Rock nacional nos anos 1980, depois passou pelo Grunge e Punk Rock na adolescência até descobrir o Heavy Metal já na idade adulta e mergulhar de cabeça na invenção de Tony Iommi. Escreve para sites de Rock desde o ano de 2018 e desde então coleciona uma série de experiências inenarráveis.

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