Jack Osbourne defende uso de IA para “reviver” Ozzy: “Meu pai aprovaria isso”

Jack Osbourne voltou a defender publicamente o projeto da família Ozzy Osbourne de criar uma versão digital do eterno vocalista do Black Sabbath utilizando inteligência artificial. A ideia, revelada recentemente por Jack e Sharon Osbourne, prevê o uso da imagem e presença digital de Ozzy em futuras campanhas publicitárias, experiências interativas e possíveis parcerias comerciais através de tecnologia desenvolvida pela empresa Hyperreal.

O anúncio, porém, acabou gerando forte reação negativa nas redes sociais, com diversos fãs classificando a iniciativa como algo “macabro” e uma tentativa de lucrar com a imagem do músico após sua morte.

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Durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube realizada nesta semana, Jack resolveu responder diretamente às críticas.

“Tudo o que vamos fazer será de muito bom gosto. Não vai ser nada ridículo. Não é apenas conectar uma imagem do meu pai ao ChatGPT. Estamos trabalhando com tecnologia de ponta e a experiência será muito realista. É impressionante a forma como isso será utilizado”.

Jack ainda afirmou que o próprio Ozzy havia discutido a ideia antes de morrer e que aprovava a possibilidade.

“Na verdade, conversamos sobre isso antes dele falecer. Então sim, eu sei que ele gostaria disso”, declarou.

O projeto foi apresentado oficialmente como “O Legado Duradouro de um Ícone do Rock e Sua Família: Ozzy Osbourne e os Osbournes” e pretende preservar digitalmente a imagem do cantor para futuras experiências envolvendo sua carreira e legado cultural.

Ozzy Osbourne morreu em julho do ano passado, aos 76 anos, poucas semanas após realizar seu show de despedida no evento “Back To The Beginning”, realizado em Birmingham, sua cidade natal.

A discussão reacende um debate cada vez mais comum dentro da indústria musical sobre os limites éticos do uso de inteligência artificial para preservar artistas falecidos, algo que já vem acontecendo em diferentes níveis com hologramas, vozes recriadas digitalmente e avatares virtuais.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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