O maior medo de Amy Lee após sucesso do Evanescence com “Bring Me to Life”
Hoje considerada um dos maiores clássicos do rock dos anos 2000, “Bring Me to Life” quase se tornou motivo de preocupação para Amy Lee. A vocalista do Evanescence revelou que temia que o enorme sucesso do single transformasse a banda em um “one-hit wonder”, expressão usada para artistas lembrados por apenas um grande sucesso.
Lançada em 2003 como carro-chefe do álbum Fallen, a música conquistou recentemente o certificado de Diamante nos Estados Unidos, além de ultrapassar a marca de um bilhão de reproduções tanto no Spotify quanto no YouTube. A faixa contou com a participação de Paul McCoy, vocalista da banda 12 Stones.
Leia também: Amy Lee quer estar na trilha sonora do live-action de Zelda e diz já ter procurado equipe do longa
Durante entrevista ao programa Q with Tom Power, da CBC, Amy Lee confessou que receava que o público tivesse uma impressão equivocada sobre a identidade musical do Evanescence.
“Meu maior medo era que fôssemos um sucesso de uma música só. As pessoas ouviam aquela faixa, que era diferente de boa parte do restante do álbum, e pensei que poderiam sentir que tinham sido enganadas quando conhecessem nossas outras músicas”, explicou.
Segundo a cantora, o receio era que “Bring Me to Life” criasse expectativas diferentes da proposta artística apresentada no restante de Fallen, disco que também trouxe sucessos como “Going Under” e “My Immortal”.
Participação masculina foi exigência da gravadora
Amy Lee também voltou a comentar uma das histórias mais conhecidas da carreira do Evanescence: a inclusão de um vocalista masculino em “Bring Me to Life”.
Leia também: Amy Lee celebra “mais mulheres no metal” e fala sobre a irmandade no estilo
Ela confirmou que a participação de Paul McCoy aconteceu por insistência da gravadora, que acreditava que a música precisava de uma voz masculina para ter maior alcance comercial. Apesar da decisão não partir da banda, a cantora fez questão de elogiar o músico.
“O Paul foi extremamente gentil, compreensivo e nos apoiou o tempo todo. Durante anos contei essa história sem conseguir explicá-la completamente, e isso acabou fazendo parecer que ele era o vilão. Mas ele foi um verdadeiro herói para mim naquele momento.”
A vocalista explicou que aceitou a condição acreditando que seria algo pontual.
“A ideia era: ‘Você só precisa fazer isso nesta música’. Então pensei: ‘Tudo bem, vamos fazer dessa música um grande sucesso’. E ela acabou sendo muito maior do que qualquer um imaginava.”
O sucesso abriu caminho para o Evanescence
Apesar das dúvidas iniciais, Amy Lee afirmou que os lançamentos seguintes mostraram que o Evanescence não seria definido por apenas uma canção.
Leia também: Amy Lee achar o termo “gótico” estúpido para descrever o Evanescence
Após “Bring Me to Life”, a banda emplacou outros grandes sucessos, consolidando uma carreira que já ultrapassa duas décadas e continua atraindo novas gerações de fãs.
“Felizmente lançamos outra música, depois outra, e elas também foram compreendidas e muito bem recebidas. No fim, tudo deu certo”, concluiu a cantora.
