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A opinião de Regis Tadeu sobre a “era Mangini” do Dream Theater

Para quem segue o crítico musical Regis Tadeu, não é segredo algum que ele nunca foi o maior amante do Dream Theater e suas peripécias musicais que enchem tanto os olhos de diversos fãs ao redor do mundo.

Estreando um novo quadro em seu canal no Youtube, com o nome de “O Que Salva?“, Regis resolveu começar justamente falando da discografia do Dream Theater. A proposta do conteúdo é ele revisitar trabalhos de bandas que ele já disse diversas vezes não gostar, e tentar dar uma segunda chance ao material.

Ao longo do vídeo, Regis parece não ter mudado muito a opinião sobre a discografia da banda, enumerando no máximo duas faixas de alguns discos, pois alguns outros, nem mesmo uma única passou na peneira do crítico.

Em específico, a fase em que Mike Mangini ocupou o espaço como baterista, Regis Tadeu disse o seguinte:

Foi então que eu continuei a maratonar a discografia da banda a partir do A Dramatic Turn of Events, de 2011. Inclusive, eu fiz isso com uma dose extra de boa vontade pelo fato de esse álbum marcar a estreia do ótimo baterista Mike Mangini e para tentar, de alguma forma, reverter a péssima opinião que eu tenho a respeito dos álbuns da banda gravados por ele. Só que foi um desperdício da minha parte, né? Desperdício do meu tempo, porque esse álbum continua tão insuportável quanto na época do seu lançamento. Inclusive, não tem nada ali que eu pudesse salvar. E, pior ainda, os álbuns seguintes — Dream Theater, de 2013; The Astonishing, de 2016; Distance Over Time, de 2019; e A View from the Top of the World, de 2021 —, cara, nenhum desses discos conseguiu mudar a minha opinião inicial.

Cara, discos chatíssimos, cada um deles. E, mesmo que o Mangini seja um baterista excelente, cara, ele não só não conseguiu impor a personalidade dele nesses álbuns, como as canções com ele pioraram muito como um todo. Inclusive, nesses álbuns todos dá para salvar apenas alguns momentos de cada disco, e jamais uma canção inteira.

De fato, com os fãs do Dream Theater, a “era Mangini” na banda divide muitas opiniões, com muitos achando que as músicas perderam inspiração e se tornaram realmente mais robóticas com a mudança na forma de compor e com a produção até então nas mãos de John Petrucci e Jorden Rudess.

Mike Mangini deixou o Dream Theater em 2023, com o anúncio do retorno de Mike Portnoy, com o qual a banda já gravou material inédito, o disco “Parasomnia“.

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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