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Michael Sweet tocaria na banda de King Diamond? Ele responde

Michael Sweet, vocalista e guitarrista do Stryper, afirmou que provavelmente recusaria uma eventual oportunidade de tocar guitarra na banda de King Diamond, mesmo que as condições financeiras fossem favoráveis. O músico explicou que a diferença entre as propostas espirituais das duas bandas seria um obstáculo impossível de ignorar.

Em entrevista a Scott Itter, do canal Dr. Music, Sweet foi questionado sobre a possibilidade de integrar a banda de King Diamond caso surgisse uma oportunidade. O músico respondeu:

“Você quer dizer fazer parte da banda dele? Não sei se faria isso. Eu provavelmente diria com segurança que não, eu não faria isso. Imagino que ele provavelmente diria a mesma coisa se nós o convidássemos para cantar no Stryper. Posso estar errado. Mas não é nada contra ele como pessoa; simplesmente não concordo com nada espiritualmente em termos do que ele canta em comparação com o que nós cantamos. É o oposto [polar]. Então, eu sentiria que basicamente estaria traindo minha fé, traindo a mim mesmo e aquilo que defendo. Agora, algumas pessoas podem não concordar com isso, e tudo bem. Mas nós sairíamos em turnê com ele e tocaríamos com Mercyful Fate ou King Diamond — Stryper e Mercyful Fate? Com certeza. 100%, 100%.”

Apesar da posição em relação a integrar a banda, Sweet deixou claro que não vê King Diamond, cujo nome verdadeiro é Kim Bendix Petersen, como uma pessoa que deva ser tratada com hostilidade.

Michael Sweet relembra encontro com King Diamond

Sweet também recordou o primeiro encontro pessoal com King Diamond, ocorrido em 4 de dezembro de 2022, quando Stryper e Mercyful Fate se apresentaram no Hell & Heaven Metal Fest, no México.

Segundo o músico, ele fez questão de conhecer King Diamond e poderia ter adotado uma postura diferente, especialmente por experiências anteriores com bandas de metal que, segundo ele, demonstraram desrespeito ao Stryper em festivais.

“Olha, eu fiz questão de ir conhecê-lo, conhecer o Kim. E eu o vejo como uma pessoa assim como eu. Cara, todos nós estamos nesta Terra procurando respostas, todos nós estamos nesta Terra tentando descobrir as coisas. E eu realmente queria conhecê-lo. Agora, eu poderia ter feito o contrário, como algumas bandas de metal sombrio fazem com o Stryper. Eu poderia ter sido um idiota com ele. Poderia tê-lo ridicularizado. Poderia tê-lo desrespeitado. Poderia ter feito qualquer número de coisas, como eu disse, muitas bandas de metal sombrio fizeram conosco quando tocamos em festivais e coisas do tipo. Existe uma coisa estranha em relação ao Stryper. Mas eu não estava disposto a fazer isso. E vi que ele estava instalado ao nosso lado, o camarim dele, e disse a mim mesmo: ‘Eu preciso conhecê-lo’. E conheci. E tivemos uma conversa adorável — curta, mas agradável. E a esposa dele é maravilhosa, a Livia. E eu realmente aprendi a respeitá-lo e, obviamente, aprendi a respeitar tudo o que ele faz, porque percebi: espere um segundo, ele é apenas um cara procurando respostas assim como eu, que está por aí, como eu disse, tentando descobrir as coisas. Ele é uma pessoa que acredito que Deus ama tanto quanto qualquer outra pessoa. E é assim que eu me sinto. Não importa quem ele seja, o que faça ou sobre o que cante. E isso se aplica a qualquer pessoa. Eu publiquei algo sobre Hulk Hogan. E as pessoas começaram a vir contra mim porque: ‘Ah, ele era racista’, ‘ele era isso’, ‘ele era aquilo’. E eu penso: mas Deus o ama tanto quanto ama você.”

A experiência fez com que Michael Sweet desenvolvesse respeito pessoal por King Diamond, mesmo mantendo sua discordância em relação ao conteúdo e à temática presentes na obra do músico.

Sweet ainda revelou que gostaria de ter novas oportunidades para conversar com o cantor:

“Espero ter a oportunidade de passar um pouco mais de tempo com [King Diamond], sair para jantar e conversar. Isso seria muito legal.”

Foto: Ian Dias

Marcio Machado

Formado em História pela Universidade Estadual de Minas Gerais. Fundador e editor do Confere Só, que começou como um perfil do instagram em 2020, para em 2022 se expandir para um site. Ouvinte de rock/metal desde os 15 anos, nunca foi suficiente só ouvir aquela música, mas era preciso debater sobre, destrinchar a obra, daí surgiu a vontade de escrever que foi crescendo e chegando a lugares como o Whiplash, Headbangers Brasil, Headbangers News, 80 Minutos, Gaveta de Bagunças e outros, até ter sua própria casa!

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