Vocalista do Beartooth diz que “criação cristã” dificultou ele se assumir homossexual
Recentemente, Caleb Shomo revelou em suas redes sociais ser homossexual. O vocalista do Beartooth, era casado há 16 anos com Fleur Shomo, que logo após a revelação pública do marido, demonstrou apoio à ele em uma postagem.
Em uma recente entrevista ao Disrespectfully, Caleb contou como sua criação cristã o impediu de revelar a verdade por muitos anos, já que isso era visto como “uma doença que pode ser curada com oração. Ele diz:
“Era uma doença. É uma doença que se pode curar com oração.”
“Sou filho de um pastor, que é filho de um pastor. Para mim, não tenho autoestima, não tenho amor-próprio, não tenho outra razão para estar aqui além de servir aos outros, amar os outros e seguir o manual. Então, esse é um ponto de partida difícil, especialmente sendo gay.””
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Caleb contou ainda que muito cedo teve de lidar com essas falas em seu meio e ficou “apavorado” ao se descobrir gay, e mais tarde, presenciar um grupo “curar a homossexualidade de um dos membros da nossa equipe com orações”.
O cantor ainda se lembrou de um episódio onde foi ridicularizado por usar um anel na escola:
“Para mim, isso representava um lado feminino muito forte que eu tenho, mas simplesmente não é o ambiente em Ohio, no mundo cristão. E aí, quanto mais velho você fica, mais as conversas te lembram o quão estranho é ser gay ou fazer qualquer coisa remotamente gay ou feminina. Então, aquele sentimento que eu tinha, que agora entendo ser a minha sexualidade, eu simplesmente interpretava e compartimentava como mero ódio a mim mesmo.”
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Em sua declaração ao revelar sua homossexualidade, Caleb escreveu:
Sou um homem assumidamente gay. É algo que venho desvendando e com o qual tenho lidado há algum tempo. Tem sido difícil navegar pelos sentimentos que envolvem o assunto e descobrir o que fazer com esse fato. Quando se trata da minha arte/Beartooth, sempre me esforcei para buscar a essência da minha alma, álbum após álbum. Como vocês podem perceber, se acompanharam a banda nos primeiros anos, existem quatro álbuns bastante autodepreciativos que exploram minha educação religiosa, depressão, autoódio, autodesprezo e desesperança. Sou grato por todos esses álbuns, mas às vezes me sinto envergonhado por não ter me permitido realmente desenterrar as raízes por tanto tempo.
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